quarta-feira, 10 de agosto de 2011

1.o COCKPIT Ludus


No dia 31 de agosto de 2011, fizemos um 1.o encontro de Cockpit na Ludus. E deveremos ter muitos mais, pois o pessoal gostou bastante do jogo.

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A mesa pronta para o jogo! As fichas pretas servem para demarcar o trecho real a ser usado no circuito.

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Aqui o grid de largada! Na pole position, Rose com sua clássica Lotus n. 7. Eu na Benetton n. 1 completo a primeira fila! Alegre

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Momento de flagrante desrespeito às normas de segurança: não se deve pilotar sem o uso de capacete, Vinicius!

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Tensão em cada curva: a Ferrari n. 3 consegue a ultrapassagem, mas toma um “X” da Renault n. 9 na segunda perna da curva!

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E o pódio mostra que, no final, valeu a experiência do veterano piloto da Benetton! Ele correu até perder adesivos do carro!

Obrigado à presença de Antonio Carlos, Alana, Bruna, Rose e Vinícius!

domingo, 7 de agosto de 2011

As pessoas por trás das novas empresas


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Novas empresas estão começando a mexer com o mercado brasileiro de jogos, lançando e prometendo títulos mais maduros.

A foto acima foi batida pelo Marcelo “Ultra” no dia 3 de agosto de 2011 na Ludus Luderia, em São Paulo. Mostra a coincidente presença na casa de 3 responsáveis por boas nascentes editoriais.

Da esquerda para a direita:

  • Renato Sasdelli, da Galápagos Jogos, que lançou Recicle, autêntico “euro” de criação nacional e componentes que fazem jus à designação.
  • Gustavo Nascimento, da Hidra Games, autor de Aero.
  • Eu aí no meio. Alegre
  • Marcos Macri, novo designer, que criou Pássaros, da Ceilikan.
  • Tiago Bueno, da Ceilikan Jogos, que trouxe o fantástico Samurai, do alemão Reiner Knizia, e está investindo em autores nacionais; acompanhado de sua esposa.

Importante é que todas estão trabalhando para mais lançamentos e novidades.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Uma alvorada dos jogos no Brasil


Imagem de Henk Rolleman

No final de 2010, escrevi em algumas listas de discussão que eu acreditava que o nicho dos jogos de tabuleiro estratégico tinha potencial de se desenvolver no país. Num período de empolgação, até cheguei a rascunhar uma empresa própria e fazer uma série de contatos objetivando alguma realização na área.

Porém, em produção e vendas, só me saio razoavelmente razoável quando jogo Container! Para sorte minha e do hobby, outros indivíduos, mais industriosos, tomaram a frente da empreitada e posso dizer que, no primeiro semestre do ano, que terminou ontem, aconteceu bem mais do que eu esperava.

COLONIZADORES DE CATAN
Está chegando às lojas esse lançamento da Grow. Custando em torno de 85 reais, é perfeitamente acessível, e tem componentes no padrão do importado — as belas peças de plástico são importadas, idênticas às da edição europeia.

COLORETTO
Também foi lançado pela Grow esse bom jogo de Michael Schacht, que resenhei aqui no blog antes de saber que seria publicado no Brasil. A qualidade das cartas é um pouco inferior à do importado, mas a caixinha tem recebido elogios. Custando 15 reais apenas, é uma ótima compra.

RECICLE
Infelizmente não joguei ainda, mas pretendo muito em breve fechar essa lacuna e comentar aqui no blog. Porém os comentários que ouço é que se trata de um jogo estratégico muito forte, com potencial para ser distribuído no exterior, o que seria uma façanha para o designer nacional Luish Coelho. Além do mais, a edição lançada pela Galápagos está perfeita, com qualidade equivalente aos melhores jogos importados.

SAMURAI
Foi relançado, ao que parece com certas correções e preço mais em conta. Imperdível por cerca de 80 reais na ArtGames.

OFFBOARD
A Ludens Spirit está publicando este jogo no Brasil simultaneamente ao lançamento na Europa pela Asmodee e pela Schmidt Spiele. É um jogo de estratégia abstrata dos mesmos autores de Abalone — que a mesma empresa também distribui aqui no país há algum tempo.

PÁSSAROS
Em 2009, joguei um protótipo desse jogo umas duas ou três vezes, como playtest para o designer Marcos Macri. Houve mudanças, certamente para melhor, mas o fato é que o jogo já era um bom set collection e hand management na época. Será lançado oficialmente pela Ceilikan no dia 9 de julho, na BGCon — aliás, outra novidade interessante para o hobby. Vale a pena experimentar o jogo, que é relativamente acessível, mas que permite profundidade estratégica.

MEHINAKU
Incursão brasileira nos cooperativos, criado por Antonio Marcelo, Flavio Jandorno e Luis Francisco, com maravilhosa arte deste último, Mehinaku está previsto para ter lançamento internacional em Essen 2011. No Brasil, está sendo publicado pela Toia.

AERO
Será lançado também na BGCon. Estou ainda curioso, mas me surpreendeu ao ler esta entrevista com o designer Gustavo Nascimento e saber que se trata de um jogo de estratégia abstrata para duas pessoas, com regras simples e técnica complexa.

Além desses destaques, também foram lançados jogos como o filler Ouro de Tolo, o jogo de cartas Afluentes e o interessante Galáxia SA. Nota-se uma mistura de bons jogos estrangeiros com designs brasileiros em linha com as melhores produções estrangeiras.

Vejam que, em apenas 6 meses, tornou-se disponível ao brasileiro uma coleção boa e balanceada como nunca se viu antes por aqui. E algumas empresas estão prometendo ainda mais…

Desejo ótimas vendas a todos! Alegre

terça-feira, 28 de junho de 2011

Die Speicherstadt

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Stefan Feld é provavelmente o grande nome do momento nos board games. Estourou há apenas 4 anos, com o lançamento de Notre Dame e In the Year of the Dragon. Manteve o sucesso com Macao, Burgund, Luna e The Name of the Rose. Suas mecânicas originais e inteligentes produzem fãs e começam a pôr seu nome ao lado de Knizia, Kramer, Wallace e Uwe Rosenberg.

Mas os eurófilos, e mesmo os novos fãs do autor, desdenharam um pouco de seu lançamento Die Speicherstadt, de 2010. É um jogo sem a multidão de tokens, dados e outros pirulitos que vinha aparecendo nos lançamentos anteriores. Também posso ser acusado e condenado: muitos meses atrás joguei 2 partidas do dito cujo e larguei pra lá.

Felizmente retomei há algum tempo, virei a cabeça e mudei tudo. Todos os designs de Feld são de ótima qualidade, mas hoje somente dois me interessam praticar assiduamente: In the Year of the Dragon e Die Speicherstadt*.

Os jogos de Feld baseam-se sempre em uma quantidade limitada de ações disponíveis. Não há tantos modificadores, como prédios com poderes especiais cuja escolha podem constituir “combos” às vezes até imprevisíveis.

Apesar disso, a maioria de seus jogos é maravilhosamente complexa, deixando os jogadores sempre aterrados pela quantidade de fatores a atentar, exigindo em geral uma grande dose de planejamento.

Em Die Speicherstadt, porém, as coisas são um pouco diferentes. Não é necessariamente tão mais simples do que seus sucessos. Mas a mecânica é bastante direta e os elementos de pontuação são escassos e bastante claros. Isso traz um primeiro ponto a ser comentado sobre o jogo: pode ser um excelente cartão de visita, para jogadores iniciantes e ocasionais, do universo euro.

A mecânica do jogo é tão direta que a explicação sobre ela pode ser feita em uma simulação de 30 segundos. A ideia é muito criativa: os jogadores colocam seus trabalhadores em filas para disputar as cartas da rodada. Depois de todos os trabalhadores terem entrado em jogo, resolve-se uma carta por vez. A preferência para a compra da carta é de quem está na frente dessa fila, mas o preço a ser pago é igual ao número de trabalhadores enfileirados!

A simplicidade dessa mecânica desviou os fãs de Stefan Feld (como disse também fui culpado) do fato de que ela é genial. Podemos esperar replicações e adaptações desse sistema em outros jogos nos próximos anos. Aqui, está em essência.

Também essencial é a matéria das cartas que são disputadas. Há contratos para serem cumpridos com recursos, há navios que trazem os recursos, há mercadores que vendem esses recursos, há os bombeiros para defender dos incêndios eventuais, há as cartas especiais que premiam a acumulação, enfim, há diversos daqueles expedientes comuns a incontáveis jogos para a obtenção de pontos de vitória.

Além de mim, muitas outras pessoas também consideraram isso uma parte trivial do jogo. Acontece que isso não é o jogo! O jogo é a fila dos trabalhadores!

Vejam só a originalidade. Em grande parte dos jogos, o desafio é saber quanto vale um determinado recurso, prédio, etc. O jogador avalia a situação e considera que vale a pena pagar até determinado valor. Isso pode ser realizado de diversas maneiras. A mais “simples” é o leilão, em suas muitas formas. Mas também podem aparecer preços fixos e o fator contexto: por exemplo, um prédio pode ser considerado barato no começo do jogo e caro no fim, ou o contrário. Uma carta em Dominion pode ser cara num conjunto, e barata em outro. E assim por diante.

Aqui, as cartas são essenciais, sempre muito boas, e a avaliação é diferente. Talvez a carta Banco seja a única que possa ser avaliada de forma semelhante à exposta acima: quanto mais cedo ela aparecer, mais ela vale. De resto, o que interessa é a briga nas filas e o ataque ao dinheiro dos adversários.

Sendo assim, este é um jogo imperdível para quem valoriza a interação. Ao jogar, você se verá tentando aproveitar a jogada de Fulano para prejudicar Beltrano um pouco mais, e tentando aproveitar a jogada de Beltrano para prejudicar Fulano ainda mais, e sempre tentando se posicionar da melhor maneira possível para levar uma carta razoável pagando o mínimo. Quanto tempo você deve esperar para começar uma fila, tentando não deixar muito clara sua preferência por aquela carta, mas também evitando que outro jogador tome a frente? Quando vale a pena usar a tática de enfileirar todos os seus trabalhadores numa única carta, para deixá-lo bem cara ao jogador preferencial?

Muito interativo, original, complexo, inteligente, rápido de armar, de jogar e de desmontar, e que ainda serve como uma boa introdução ao universo euro — o que pedir mais? Tem basicamente as mesmas qualidades de jogos como China e Samurai, que eu valorizo bastante — demoram o mesmo tempo, têm complexidade semelhante, etc. —, mas Die Speicherstadt é claramente mais fácil de explicar para um iniciante/ocasional.

Por curiosidade, o designer Uwe Rosenberg deu nota 9,3 no BGG para o jogo e ainda escreveu: “Que seja o Jogo do Ano 2010 na Alemanha!”.

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*Obs.: o mesmo motivo que me fez repensar o Die Speicherstadt também me fará testar de novo o Macao. Ainda não joguei o Burgund, mas por tudo o que pesquisei acredito que não irá me interessar.

domingo, 26 de junho de 2011

Olympos / Olympus

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Utilidade pública! Alegre

Para ninguém confundir, pessoal: existem 3 lançamentos com nomes parecidos!

OLYMPUS
Este é do ano passado, dos mesmos criadores de Kingsburg e com uma recepção razoável (7,03 no BGG).
http://boardgamegeek.com/boardgame/73070/olympus

OLYMPOS
Começou agora a ser vendido, do mesmo autor de Small World e Evo, nota alta (8,25), mas poucos votantes ainda.
http://boardgamegeek.com/boardgame/92319/olympos

THE HEAVENS OF OLYMPUS
Para o caso de alguém chamar este de "Olympus", como aqueles que chamam o Hansa Teutonica de "Hansa" quando já existe um bom jogo chamado Hansa. Este é de um designer americano iniciante e não está indo tão bem nas notas (6,48).

Nunca joguei nenhum deles, mas o Olympos terei na metade de julho para experimentar.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

3 Novas Experiências – Parte 3: 20th Century


20th CENTURY

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A foto acima mostra o meu país no final da partida de 20th Century. Sem nenhum lixo e bem otimizada, serviu para minha única vitória nessas 3 experiências. Alegre

Eram 4 à mesa, todos iniciantes: Guilherme Sousa, Alex e Rodrigo Brim, além de mim.

Este é o jogo sobre o qual ainda não me decidi após a primeira partida. Por quê?

Neste jogo, a montagem de sua “civilização” me lembrou um pouco o bom Factory Fun: as cidades se conectam com propósitos funcionais, geram pontos individualmente, e os tiles são disputados diretamente entre todos os jogadores. Pelo menos aqui não tem aquela correria estilo “tapa certo” do Factory Fun.

O sistema de leilão não decepciona, mas também não me empolga tanto. A divisão em duas “moedas” (dinheiro e ciência) acrescenta uma camada ao pensamento do jogo, mas nenhum desses recursos é tão escasso assim. As usinas de reciclagem são tão importantes que se tornam quase obrigatórias — mas é cedo para sequer suspeitar de desbalanceamento. Provavelmente “tudo” é obrigatório, e a dificuldade está no momento de desenvolver cada coisa.

O sistema de “leilão de catástrofes” é divertido e muito bem bolado. Funciona com perfeição.

Faz tempo que procuro um jogo de “montar sua estrutura com tiles” que me agrade para permanecer na coleção. Factory Fun não entrou por ser muito puzzle e pelo elemento velocidade, que me desagrada. Galaxy Trucker é divertidíssimo, mas depois de meia dúzia de partidas o efeito sorte cansa um pouco. Vikings, conforme comentei no post anterior, oferece opções limitadas nesse aspecto. Cité chamou a minha atenção, mas são poucas as informações sobre esse jogo.

20th Century pode ocupar essa lacuna. Mas preciso jogá-lo pelo menos uma segunda vez, para ver se o jogo continua divertido de fato.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

3 Novas Experiências – Parte 2: Vikings


VIKINGS

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Depois de diversos sucessos em parceria com Wolfgang Kramer (Tikal, Torres, Maharaja, entre outros), Vikings foi o primeiro sucesso “solo” de Michael Kiesling, em 2007. O jogo tem boa aceitação no BGG, rankeado na posição 138 atualmente.

Nesta experiência, joguei com o Alex e o João Bosco (que nos ensinou). A partida divertiu e foi vencida pelo mais experiente.

Mas Vikings não me estimulou a ponto de decidir pela compra. Por quê?

O jogo é bom. O sistema de “compra” de tiles + personagens é engenhoso, e é o destaque da mecânica: o disco giratório é o equipamento que permite a realização de um procedimento que seria trabalhoso sem ele. A organização dos tiles em ilhas e  o ataque dos navios à “coluna” de tiles também são pontos criativos de Vikings.

O fator sorte é relativamente controlável, mas não é baixo. A ação do jogador é bastante limitada em diversos pontos: na compra, sendo necessário gastar pouco dinheiro, você terá somente duas ou três opções razoáveis. Navio vai onde tem de ir. Pedaço de ilha vai onde der para encaixar. A sensação é de que você está fazendo o que dá pra fazer e esperando pelo melhor.

Mesmo sendo um jogo satisfatório, sua luta seria árdua para entrar em minha coleção. Nessa faixa de complexidade/tempo/n. de jogadores, a briga fica feia quando se têm tantos concorrentes como China, Samurai, Through the desert, K2 e, em especial, The Speicherstadt.

Essa nova pérola do Stefan Feld tem, assim como Vikings, uma fase tática de aquisição de elementos que é extremamente original e é mais aberta e envolvente do que a solução de Kiesling. Também tem pontuações intermediárias mais bem resolvidas e uma combinação mais interessante de elementos (produtos/contratos/mercadores/bombeiros/bônus). Com mesma duração, sensação, complexidade e número de jogadores, o fato é que, diante da opção entre o jogo de Feld e o de Kiesling, eu jogaria o de Feld 10 em cada 10 vezes.

Assim, o jogo sai do meu radar em definitivo, com nota 6.0 no BGG.